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CIDADE

Água tratada e esgoto para todos: Brasil corre contra o tempo até 2033

Projeções mostram que apenas uma parcela dos estados vai cumprir prazos da lei do saneamento enquanto leilões enfrentam barreiras

Redação Cafe com Gaza·
Água tratada e esgoto para todos: Brasil corre contra o tempo até 2033

Você já parou para pensar no que significa abrir a torneira e ver a água cair ou dar descarga sem se preocupar para onde vai o esgoto? Para milhões de brasileiros, essa realidade ainda está distante, e o cronograma oficial para mudar esse cenário enfrenta barreiras pesadas pelo país.

Um levantamento recente divulgado pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base indica que apenas sete das vinte e sete unidades federativas do Brasil devem conseguir universalizar o serviço de esgoto até o final de 2033. No caso da água potável, a situação é um pouco menos complicada, mas ainda longe do ideal: quinze estados devem alcançar a meta no mesmo prazo estipulado pelo marco legal.

Apesar do ritmo lento em vários territórios, o cenário representa um ganho em relação ao passado recente. Até 2024, apenas dois estados haviam universalizado o esgoto, enquanto nenhum tinha atingido cem por cento de cobertura na distribuição de água. Quando olhamos para o total de habitantes, o panorama melhora porque os locais mais populosos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, puxam essa estatística para cima, projetando atendimento de oitenta por cento para esgoto e noventa e cinco por cento para água até 2033.

Por que isso importa pra você

O grande obstáculo para tirar esses projetos do papel tem sido o baixo interesse do mercado nos leilões de infraestrutura realizados nos últimos meses. Licitações em estados como Rondônia, Goiás, Paraíba e Ceará terminaram desertas ou com pouquíssimas propostas. Especialistas apontam que juros altos, exigências financeiras pesadas e a falta de confiança nos dados afastam os investidores, jogando a régua do risco lá em cima.

Parece uma distorção, mas Estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, que deverão universalizar, respondem por boa parte dessa curva.

Além da escassez de interessados nas licitações, os contratos que já estão valendo esbarram na falta de mão de obra qualificada e na escassez de materiais na cadeia de fornecedores, como tubulações e hidrômetros. Para que o cenário mude e o cidadão veja a melhoria na porta de casa, o setor cobra mais atração de investimentos e soluções que viabilizem os contratos nas regiões menos favorecidas.

Como está o saneamento básico na sua região? Você percebe melhorias na sua rua ou ainda sofre com a falta de infraestrutura? Deixe sua opinião e conte para a gente como é o dia a dia no seu bairro.

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