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POLÍTICA

Câmara avança em projeto de proteção para mulheres tradicionais

Proposta aprovada por comissão visa garantir direitos, saúde e combate à violência para indígenas, quilombolas e rurais.

Redação Cafe com Gaza·
Câmara avança em projeto de proteção para mulheres tradicionais

Uma comissão da Câmara dos Deputados deu o aval a um projeto de lei que pretende assegurar direitos fundamentais para mulheres indígenas, quilombolas e rurais em todo o território nacional. A iniciativa tenta preencher lacunas históricas ao focar na expansão dos serviços de saúde, no enfrentamento à violência de gênero e no estímulo à independência financeira dessas populações.

Saúde e amparo legal

O texto aprovado determina acesso igualitário ao Sistema Único de Saúde, com foco especial em cuidados reprodutivos e parto humanizado. Para alcançar áreas de difícil acesso, o poder público precisará adotar unidades móveis e integrar o atendimento indígena. Além disso, a proposta altera a Lei Maria da Penha e a legislação sobre delegacias especializadas para exigir estruturas capazes de acolher essas mulheres com respeito às suas especificidades culturais.

Educação, crédito e política

Na frente educacional, a medida modifica a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional para incluir noções de direitos fundamentais e prevenção à violência nas escolas de territórios tradicionais. O projeto também obriga o governo a facilitar o acesso a linhas de microcrédito e capacitação profissional, além de incentivar a presença dessas mulheres em espaços de decisão e cargos públicos.

A proposta final nasceu da união de diferentes textos em tramitação e reflete a urgência de olhar para quem sustenta a terra. Durante os debates, a relatora destacou a relevância dessas populações para a conservação ambiental e a produção de alimentos no país.

permanecem submetidas a vulnerabilidades decorrentes da insuficiência de serviços públicos e das diversas manifestações de violência

Próximas etapas

Antes de virar lei, o texto ainda precisa passar pelo crivo de outras instâncias legislativas. A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Somente depois dessas etapas é que o assunto poderá ser votado no plenário da Câmara e seguir para o Senado Federal.

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