Eleitorado jovem encolhe 22% em 16 anos no país
Demografia muda a cara das urnas enquanto o Brasil ganha mais idade e perde participação da faixa de 16 a 24 anos.

A pirâmide etária brasileira continua ditando mudanças profundas no cenário político nacional. Dados recentes escancaram uma queda de 22 por cento no total de votantes na faixa dos 16 aos 24 anos, comparando o período entre 2010 e 2026. O envelhecimento generalizado da população deixou de ser apenas uma projeção demográfica para se transformar em um fator de peso direto na configuração das urnas e na atração de novos eleitores.
Dados oficiais e raio-x demográfico
O levantamento estatístico que mapeou essa retração foi conduzido pelo Instituto Nexus, operando sob encomenda da Agência Brasil. Para chegar a esse diagnóstico, a pesquisa cruzou as informações oficiais disponibilizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral, revelando uma tendência de desidratação na base mais jovem do eleitorado brasileiro ao longo da última década e meia.
Desafios para o futuro das urnas
Com menos jovens tirando o título e ingressando na vida cívica, partidos e candidatos precisam recalibrar o discurso para dialogar com uma parcela da sociedade que avança na idade. A perda de representatividade numérica dessa faixa etária coloca novos desafios na mesa para a mobilização política e para o engajamento das futuras gerações no processo democrático do país.
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