Estágio após formatura: Câmara aprova nova regra para estudantes
Proposta que avança na Câmara dos Deputados permite manter o contrato de estágio por até um ano após a conclusão da faculdade na mesma empresa.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados deu luz verde a um projeto que altera as regras para estudantes no mercado de trabalho. A medida assegura a prorrogação de contratos de estágio para quem acabou de colar grau, permitindo que o recém-formado continue na mesma empresa por um período limitado após o fim da graduação.
O que muda na prática para quem conclui o curso
Pela nova diretriz aprovada, o estudante que já atua em uma companhia pode estender o vínculo por até 12 meses após a formatura. No entanto, vale destacar que o tempo total de permanência na organização não pode ultrapassar o teto de dois anos, com exceção apenas para pessoas com deficiência, que possuem regulamentação diferenciada.
O texto também regulamenta as formas de atuação, que podem ser presenciais, a distância ou em formato híbrido. Além disso, a proposta veda de maneira expressa a terceirização na gestão desses contratos e proíbe qualquer tipo de cobrança de taxas dos participantes do acordo educacional.
Reflexos para o mercado de trabalho em Guarulhos e região
Para os universitários de Guarulhos e de toda a Região Metropolitana de São Paulo, a mudança representa uma ponte importante. É comum que jovens terminem os estudos sem uma efetivação imediata; portanto, o período estendido serve como uma janela estratégica para provar valor e conquistar a contratação definitiva.
Do lado empresarial, o ganho está na retenção de talentos que já dominam o ritmo de trabalho e a cultura da casa. Com isso, as companhias conseguem cortar gastos operacionais e o tempo investido em processos de treinamento para novos contratados, tornando a transição para o quadro efetivo muito mais fluida.
Próximos passos no Congresso Nacional
Como o projeto tramitou em caráter conclusivo na Câmara dos Deputados, o texto segue diretamente para o Senado Federal, desde que não haja apresentação de recurso para votação no Plenário. Senadores agora vão analisar o conteúdo antes de uma eventual sanção para virar lei federal.
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