Fábricas brasileiras perdem ritmo e faturamento desaba no país
Confederação aponta segundo mês seguido de baixa na receita do setor de transformação e alerta para peso dos juros altos.

Se você acompanha o noticiário econômico e quer saber como o chão de fábrica anda respirando no país, segura essa informação que acaba de sair do forno. A receita bruta das empresas da indústria de transformação sofreu uma queda de 3,5% no mês de agosto, repetindo o sinal negativo após o recuo de 2,2% visto em julho.
Com essa sequência de baixas consecutivas, o acumulado dos primeiros oito meses do ano agora registra uma retração de 0,2% quando comparado ao mesmo período do ano passado. Os dados oficiais, divulgados pela Confederação Nacional da Indústria, mostram que o freio de mão foi puxado também nas horas trabalhadas na produção, que encolheram 1% em agosto.
Outro termômetro importante que esfriou foi a Utilização da Capacidade Instalada, que recuou 0,6 ponto percentual e fechou o mês em 76,9%. Por outro lado, mesmo com a linha de produção desacelerando, o emprego industrial ficou estável no período, enquanto a massa salarial e o rendimento médio dos trabalhadores conseguiram registrar altas modestas tanto no mês quanto no acumulado do ano.
Nos bastidores do setor, entidades ligadas à produção reforçam que o peso da carga tributária, o encarecimento dos insumos e matérias-primas, além da taxa de juros em patamares elevados, continuam sufocando o ritmo das fábricas e esfriando o consumo das famílias.
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