Fábricas freiam o ritmo no país e juros altos pesam no bolso
Recuo de 0,6% na produção nacional em agosto mostra que o crédito caro continua travando o setor produtivo brasileiro

Segenta, trabalhador, o freio de mão puxado na economia nacional afeta diretamente o nosso dia a dia e acende o sinal amarelo para o emprego e para a renda. A produção das fábricas brasileiras encolheu 0,6% no mês de agosto, na comparação com julho, segundo o levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE.
Esse resultado negativo veio logo depois de uma alta tímida de 0,1% registrada em julho. O tombo foi generalizado e atingiu em cheio 16 das 25 classes de atividade pesquisadas pelo IBGE. A avaliação de especialistas do setor, como o economista Stéfano Pacini, da Fundação Getulio Vargas, é que a política de juros altos está pesando pesado e anulando o efeito de programas de estímulo lançados pelo governo durante a primeira metade do ano.
O clima de desânimo na indústria também apareceu no Índice de Confiança da Indústria de setembro, que despencou para 91,3 pontos. Mesmo com programas governamentais tentando dar um gás nas vendas, o crédito restrito e os juros elevados continuam segurando o crescimento.
Por que isso importa pra você
Quando a indústria produz menos, a roda da economia desacelera, o comércio sente o reflexo e o custo de vida continua desafiador para as famílias. Entender para onde vai a economia do país ajuda a gente a se planejar melhor e a cobrar caminhos que melhorem a nossa renda e o poder de compra.
Você sentiu essa retração no seu trabalho ou no comércio do seu bairro? Deixe sua opinião e conte pra gente como está o movimento por aí.
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