Fim da escala 6x1 no Senado fica para depois das urnas
A proposta que altera a jornada de trabalho semanal foi empurrada para o período pós-eleitoral devido a impasses na Casa.

O comando do Senado Federal confirmou nesta quinta-feira (3) que a Proposta de Emenda Constitucional voltada para o fim da escala 6x1 e a diminuição da jornada semanal de 44 para 40 horas só vai encarar o plenário após o pleito. A revelação aconteceu durante uma sessão deliberativa no plenário, motivada por uma cobrança de um parlamentar que cumpre seu último mandato na Casa.
Apelo no plenário e o cenário político
Durante a sessão, o autor do pedido de urgência relembrou sua longa trajetória na política nacional e resgatou o histórico da luta sindical que garantiu a última redução de carga horária na Constituição Federal de 1988, quando o limite caiu de 48 para 44 horas semanais. O discurso sensibilizou a mesa diretora, mas não foi suficiente para acelerar o calendário legislativo.
Nos bastidores, o cálculo político pesou contra a votação imediata. Na quarta-feira (2), a base governista optou por recuar para evitar uma derrota acachapante no plenário, já que faltava a garantia matemática dos votos necessários para aprovação do texto. A articulação esbarrou também na forte obstrução imposta pela oposição, travando o avanço que havia passado apenas pela Comissão de Constituição e Justiça.
Próximos passos
Com o cenário travado e a falta de consenso entre as bancadas, a tramitação oficial da matéria que mexe com a rotina de milhões de trabalhadores brasileiros ficou oficialmente empurrada para o período posterior às eleições, marcadas para 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro.
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