Fim da escala 6x1: Oposição trava votação no Senado
Manobra regimental empurra análise da Proposta de Emenda Constitucional para o mês de outubro, após o primeiro turno das eleições.

A tentativa de votar a Proposta de Emenda Constitucional voltada para o fim da jornada de trabalho em escala 6x1 sofreu um revés expressivo no Senado Federal. A articulação coordenada pelos parlamentares contrários à medida resultou no esvaziamento do plenário nesta quarta-feira, dia 2, inviabilizando a apreciação da pauta que gera intensa discussão no cenário nacional.
Estratégia de obstrução e cálculo político
Diante da incerteza numérica sobre o placar favorável, a base governista optou por recuar e evitar uma derrota imediata. A ala oposicionista aproveitou o momento para impor barreiras regimentais, empurrando o desfecho da discussão para o período posterior ao primeiro turno do pleito eleitoral, marcado para outubro.
A resistência ao texto já havia se manifestado durante a passagem pela Comissão de Constituição e Justiça. Na ocasião, o aval ao projeto ocorreu por votação simbólica, mas registrou quatro oposições formais vindas de um senador do Rio Grande do Norte, de um representante do Rio Grande do Sul, de uma parlamentar de Mato Grosso do Sul e de um congressista de Rondônia.
Contraponto apresentado pela oposição
Como alternativa ao texto original que propõe a extinção da escala de seis dias de labor por um de descanso, a liderança oposicionista protocolou uma contraproposta. O novo formato preserva o modelo atual de escala e o limite de quarenta e quatro horas semanais, delegando para a livre negociação entre patrões e empregados a definição sobre o pagamento referente às horas efetivamente exercidas.
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