Flávio Bolsonaro abre campanha com promessas de cortes e ataques a Lula
Em ato no Rio de Janeiro neste domingo, senador criticou a gestão federal, prometeu tesouraço fiscal e endurecimento penal.
O cenário eleitoral de 2026 deu a largada oficial neste domingo (16) com candidatos autorizados a pedir votos explicitamente, organizar carreatas, comícios e passeatas, além de veicular propaganda na internet. No Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro (PL) escolheu Copacabana para realizar o seu primeiro discurso da corrida presidencial, aproveitando a ocasião para disparar fortes críticas contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e detalhar algumas de suas propostas para o Palácio do Planalto.
Tesouraço e promessas econômicas
Durante o ato político, o parlamentar prometeu colocar as contas públicas em ordem logo no início de uma eventual gestão, anunciando medidas drásticas a partir de janeiro. Segundo ele, o plano envolve cortes em impostos, na burocracia estatal e nos gastos públicos para retirar o país do vermelho e aliviar o endividamento da população.
Eu vou organizar essas contas e vou tirar o Brasil do vermelho. Você vai deixar de ter dívida. Eu vou fazer um tesouraço a partir de janeiro do ano que vem. Vai ser corte nos impostos, na burocracia e na corrupção.
O candidato também mirou a classe média e as famílias que enfrentam dificuldades financeiras, afirmando que mais de 80 milhões de lares estão endividados no atual cenário econômico. Ele ilustrou o drama de ir ao supermercado e ter que devolver itens na hora de passar no caixa por falta de dinheiro, além de criticar a redução na quantidade de produtos embalados comercializados atualmente.
O Lula é o caloteiro da esperança.
Segurança pública e soberania
No campo da segurança pública, o discurso adotou um tom bastante duro contra facções criminosas e a criminalidade urbana. O senador argumentou que o Brasil perdeu a soberania sobre territórios e bens cotidianos, como celulares, carros e residências, e culpou a atual administração federal por cortes de verbas nas Forças Armadas voltadas para a proteção de fronteiras.
Eu vou resgatar a soberania do Brasil, porque eu vou tratar PCC, Comando Vermelho e milícia como organizações terroristas. E ladrão de celular vai ficar oito anos preso, no mínimo.
Entre as propostas apresentadas para conter a violência, o candidato defendeu que agressores de mulheres cumpram pena fechada e que abusadores e estupradores passem por castração química antes de deixarem a prisão.
Homenagens a Jair Bolsonaro
O evento também foi marcado por diversas referências a Jair Bolsonaro. O senador elogiou a trajetória do pai, classificando-o como um homem honesto e incorruptível que acabou sofrendo injustiças, e puxou coroados coros de apoio junto aos simpatizantes presentes no calçadão carioca.
Hoje todo mundo vê que Bolsonaro nunca foi ameaça para a democracia. Muito pelo contrário: nós sempre fomos o último obstáculo para que esse país não virasse uma ditadura de uma vez por todas.
Com o início do período de campanha nas ruas, a disputa pela Presidência ganha novos contornos e embates diretos entre os principais nomes cotados para a disputa, enquanto a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão tem data marcada para começar no dia 28 de agosto.
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