Governo segura regras do imposto seletivo até o fim das urnas
Ministério da Fazenda confirma que texto com alíquotas e setores afetados só vai ao Congresso após o segundo turno.

Segura a ansiedade aí, trabalhador e empresário que acompanha de perto cada mexida na economia do país. O Planalto bateu o martelo e decidiu empurrar para depois das eleições a medida provisória que vai ditar as regras do chamado Imposto Seletivo.
O anúncio veio direto do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que confirmou o adiamento do envio do texto ao Congresso Nacional. A ideia da equipe econômica foi clara: evitar que a discussão sobre as novas cobranças ganhe o peso de palanque político no meio da disputa eleitoral nas urnas. Mesmo com o recuo no envio, o governo garantiu que o entendimento com os setores produtivos atingidos pela medida foi fechado ao longo desta semana, com novos encontros já agendados para os próximos dias.
Na prática, a proposta pretende segurar a mesma carga tributária cobrada hoje pelo IPI para os ramos que vão migrar para o Imposto Seletivo a partir de 2027. Entre os mercados que entram na mira dessa taxação estão a fabricação de veículos, embarcações e aeronaves, o setor de cigarros e derivados de tabaco, bebidas com álcool e também as açucaradas, além de bens minerais, loterias e as apostas esportivas.
Ainda durante o balanço sobre as mudanças econômicas, a pasta defendeu com unhas e dentes a chegada do sistema de split payment, modelo que vai recolher os tributos no exato segundo em que acontecer a transação financeira. Durigan tentou acalmar os ânimos de quem critica o formato, explicando que a entrada em vigor será feita aos poucos, começando de forma opcional apenas para as negociações entre empresas.
Por que isso importa pra você
Tudo o que mexe com imposto acaba respingando no bolso de quem consome na ponta final, mesmo que a mudança maior só dê as caras daqui a alguns anos. Ficar de olho em como o governo vai estruturar esses tributos ajuda a entender para onde vai o preço dos produtos no mercado.
Manda a real aqui nos comentários: você acha que essas mudanças nos impostos vão aliviar o custo de vida ou só trazer mais encargo para quem já paga caro em tudo?
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