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SAÚDE

Novo remédio para epilepsia resistente já está nas farmácias do país

Medicamento recém-liberado promete zerar crises em até 20% dos pacientes que não obtinham controle com tratamentos convencionais.

Redação Cafe com Gaza·
Novo remédio para epilepsia resistente já está nas farmácias do país

As farmácias brasileiras já contam com uma nova alternativa terapêutica voltada para pacientes que lidam com quadros de epilepsia resistentes aos métodos tradicionais. A medicação recém-chegada ao mercado é o Cenobamato, substância desenvolvida especificamente para o público adulto que enfrenta crises focais frequentes.

Liberação sanitária e comercialização

O aval para o registro do produto foi concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no mês de março. Posteriormente, após a conclusão dos trâmites referentes à fixação de valores por parte da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), a comercialização nas drogarias foi oficialmente autorizada em agosto.

Expectativa para casos complexos

Dados oficiais da agência reguladora apontam que aproximadamente 30% das pessoas diagnosticadas com a condição continuam sofrendo episódios convulsivos mesmo seguindo rigorosamente as terapias farmacológicas existentes. O grande apelo da nova droga reside na capacidade de zerar os episódios em uma parcela significativa desse grupo.

Com os medicamentos atuais, 70% dos pacientes têm suas crises controladas. Mas para os 30% que não respondem aos tratamentos normais, o Cenobamato traz a perspectiva de que um em cada cinco pacientes possa ficar totalmente livre dos episódios

Mecanismo de ação e indicação

O fármaco opera por meio de uma dupla frente no sistema nervoso central, interceptando as descargas elétricas desordenadas que provocam as manifestações clínicas. Além da eficácia observada em testes clínicos, a substância demonstrou viabilidade para diminuir ou até eliminar o uso de outros compostos, exigindo apenas uma tomada diária.

A indicação restringe-se a adultos diagnosticados com epilepsia farmacorresistente, situação na qual o indivíduo já utilizou ao menos duas alternativas terapêuticas adequadas de maneira contínua sem sucesso. Especialistas lembram que a inovação garante segurança e bem-estar, mas não representa a cura definitiva da enfermidade.

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