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CIDADE

ONU aprova novo mapa-múndi para corrigir distorção de continentes

Resolução incentiva a adoção da projeção Terra Igual para mostrar o tamanho real da África e de outras regiões do planeta.

Redação Cafe com Gaza·
ONU aprova novo mapa-múndi para corrigir distorção de continentes

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas deu sinal verde para uma resolução que estimula a utilização de um novo mapa-múndi, focado em exibir dimensões mais fiéis e próximas da realidade geográfica dos continentes.

Votação expressiva

O texto da proposta conquistou 164 votos favoráveis, registrando apenas a posição contrária dos Estados Unidos. Além disso, seis nações optaram pela abstenção no pleito: Estônia, Geórgia, Lituânia, Moldávia, Sérvia e Ucrânia. O movimento foi capitaneado pelo Togo, contando com o respaldo de nações integrantes da União Africana, e sugere formalmente a adoção da chamada projeção Terra Igual, conhecida como Equal Earth.

Fim da distorção histórica

O principal alvo de contestações era o modelo tradicional de Mercator, criticado por gerar distorções severas decorrentes da tentativa de representar o globo esférico em uma superfície plana. No padrão antigo, as zonas situadas próximas aos polos ganham destaque com tamanhos ampliados, ao passo que as áreas situadas nas proximidades da linha do Equador acabam encolhidas proporcionalmente.

Para ilustrar o descompasso, a projeção clássica fazia com que o continente africano parecesse ter uma extensão territorial equivalente à da Groenlândia, quando na prática a África é aproximadamente 14 vezes maior.

Recomendação sem obrigatoriedade

O documento referendado pela entidade internacional aponta que a alteração serve para entregar uma visão global mais equilibrada e justa, recomendando que administrações governamentais, instituições de ensino, entidades internacionais e corporações tecnológicas adotem o novo formato.

Apesar do forte apelo institucional e do aval da assembleia, a medida possui caráter indicativo, o que significa que os governos nacionais não enfrentam nenhuma obrigatoriedade legal de descartar imediatamente os mapas tradicionais que já utilizam.

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