Perdeu o sinal: polícia fecha o cerco contra a venda de celulares roubados
Ação coordenada cumpre dezenas de mandados na capital e na região metropolitana para estancar o fluxo de eletrônicos ilícitos.

Já parou para pensar de onde vem aquele smartphone com preço muito abaixo do mercado que aparece nos classificados? A resposta para essa pergunta está na mira das autoridades paulistas, que decidiram apertar o cerco para desarticular as redes criminosas que movimentam o mercado clandestino de aparelhos eletrônicos.
Nesta quinta-feira (17), a Polícia Civil de São Paulo colocou nas ruas a segunda etapa da Operação Última Chamada, uma ofensiva de grande alcance que se estende até esta sexta-feira (18). O balanço parcial divulgado pelas forças de segurança aponta o cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão espalhados por 55 endereços estratégicos na capital e em municípios da Grande São Paulo.
Até o momento, a varredura resultou na prisão em flagrante de duas pessoas e na recuperação de 253 dispositivos móveis. A meta principal das equipes é esmiuçar cada aparelho recolhido para rastrear a origem ilícita, identificar os receptadores e chegar aos cabeças desse esquema que alimenta o furto e o roubo nas ruas.
A força-tarefa conta com a mobilização conjunta de agentes do Deic, do Decap, do Demacro, da Polícia Militar e também do Procon, formando uma barreira integrada contra a comercialização irregular.
Essa movimentação faz parte de uma diretriz maior articulada nacionalmente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública, com o propósito claro de quebrar os elos dessa engrenagem criminosa no país inteiro. Vale lembrar que a primeira etapa dessa mobilização, realizada em agosto, alcançou números expressivos: foram 8 mil celulares recuperados em 23 estados, com 158 prisões efetuadas e centenas de telefones devolvidos aos donos de direito.
Por que isso importa pra você
Comprar um eletrônico sem procedência por impulso pode parecer um bom negócio na hora, mas é exatamente isso que mantém a criminalidade ativa na nossa região. Cada receptador que ganha força acaba financiando o assalto que acontece na esquina da sua casa, colocando pedestres em risco todos os dias.
Conta aqui nos comentários: você já teve algum aparelho levado por criminosos ou conhece alguém que passou por essa situação na região?
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