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SAÚDE

Sarampo acende alerta em SP e vacinação é arma vital

Com avanço de infecções no estado, autoridades de saúde reforçam importância da imunização para evitar sequelas graves e morte.

Redação Cafe com Gaza·
Sarampo acende alerta em SP e vacinação é arma vital

A alta contagiosidade do sarampo voltou a preocupar especialistas após o registro de 23 casos no estado de São Paulo nas últimas semanas. Trata-se de uma infecção severa que se espalha facilmente pelo ar através da respiração, da fala, de tosses ou espirros, mantendo partículas virais suspensas no ambiente por longos períodos.

Riscos severos e complicações

Embora o início possa ser confundido com outros problemas virais, o Ministério da Saúde alerta para complicações pesadas, como pneumonia, inflamação cerebral conhecida como encefalite e infecções graves de ouvido que podem gerar perda auditiva permanente. Crianças pequenas e pessoas com imunossupressão lideram o grupo de maior vulnerabilidade.

Como não há um tratamento específico para a doença, a vacina se torna a ferramenta principal para a profilaxia e para a prevenção.

Especialistas apontam ainda que a infecção provoca a chamada amnésia imunológica. Isso significa que o organismo afetado permanece com o sistema de defesa debilitado por um período de três a seis meses, ficando totalmente exposto a novas hospitalizações e outras infecções oportunistas.

Sintomas e quem deve se vacinar

O quadro clínico costuma se manifestar por febre alta acima de 38,5 °C, mal-estar generalizado, tosse seca, conjuntivite e exantema, que são aquelas manchas vermelhas que eclodem primeiro no rosto e atrás das orelhas antes de se espalharem pelo restante do corpo após alguns dias.

Diante do cenário epidemiológico atual, o Ministério da Saúde ampliou a recomendação da vacina no estado de São Paulo, indicando o imunizante para a faixa etária de 6 meses a 59 anos. O Calendário Nacional de Vacinação mantém a aplicação da tríplice viral aos 12 meses, com reforço aos 15 meses, enquanto adultos e adolescentes devem verificar a caderneta para garantir a proteção adequada.

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