Sarampo acende alerta em Guarulhos e estado intensifica vacinação
Com cobertura abaixo da meta, campanha em Guarulhos, São Paulo e São Bernardo do Campo segue até 1º de setembro de 2024.

A Secretaria de Saúde de São Paulo iniciou uma mobilização intensa neste mês de agosto para reforçar a imunização contra o sarampo. A medida ocorre após a confirmação de 16 casos da infecção no estado, acendendo o sinal amarelo para os moradores de Guarulhos, São Paulo e São Bernardo do Campo.
Cobertura vacinal preocupante
A campanha de multivacinação começou em 3 de agosto e tem término marcado para 1º de setembro de 2024. O grande problema é a adesão da população, que continua empacada abaixo do patamar desejado pelo Ministério da Saúde. Atualmente, apenas 87,8% dos paulistas tomaram a primeira dose, enquanto a segunda dose atinge modestos 73,8%. A meta exigida para garantir a segurança coletiva é de 95% em ambas as etapas.
O sarampo é uma patologia altamente contagiosa transmitida por vias respiratórias. O quadro clínico inclui febre alta, manchas avermelhadas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite, além do risco real de complicações severas como pneumonia e inflamação cerebral.
Quem deve se vacinar na região
Por conta das confirmações recentes, a orientação direcionada aos habitantes de Guarulhos, São Paulo e São Bernardo do Campo com idade entre seis meses e 59 anos é comparecer a uma unidade de saúde. A aplicação ocorre independentemente da situação anterior durante todo o período da campanha, vigente até 1º de setembro de 2024.
Bebês na faixa etária de seis meses a 11 meses e 29 dias podem receber a chamada dose zero. Trata-se de uma barreira extra recomendada estritamente para cenários de surto ou risco elevado, embora não substitua o cronograma regular que deve ser seguido posteriormente.
Segurança e contraindicações
Disponibilizada de graça pelo SUS nas Unidades Básicas de Saúde, a vacina tríplice viral protege também contra caxumba e rubéola. O imunizante utiliza versões atenuadas dos vírus e conta com monitoramento constante. Efeitos colaterais comuns incluem dor local, febre ou pequenas manchas dias após a aplicação, sumindo sem deixar rastros.
Apesar da eficácia, gestantes, bebês com menos de seis meses e pessoas com imunodepressão não devem receber o imunizante de imediato, sendo obrigatória uma avaliação médica prévia. Mulheres em idade fértil que tomarem a dose precisam aguardar pelo menos um mês antes de engravidar.
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