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SAÚDE

Sarampo avança em SP e Ministério da Saúde convoca Guarulhos para vacina

Estado chega a 23 confirmações da doença e inclui Guarulhos no público-alvo para imunização ampla, atingindo faixas etárias de 6 meses a 59 anos.

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Sarampo avança em SP e Ministério da Saúde convoca Guarulhos para vacina

O avanço do sarampo em território paulista acendeu o alerta definitivo das autoridades sanitárias. Dados atualizados pela Secretaria Estadual da Saúde mostram que o total de diagnósticos positivos atingiu a marca de 23 no estado. Apenas na capital, sete novas infecções foram computadas em um intervalo inferior a uma semana. Para efeito de comparação com o histórico recente, o ano de 2025 inteiro havia registrado apenas dois casos em solo paulista.

Origem dos casos e população descoberta

Do total de contaminados levantados até o momento, duas ocorrências são classificadas como importadas. As demais estão atreladas a esse fluxo de importação, muito embora a rota exata de contágio permaneça sem identificação precisa. O dado mais alarmante recae sobre a imunização das vítimas: 16 pessoas infectadas simplesmente não possuem qualquer registro de vacinação anterior ou mantinham o esquema incompleto.

Guarulhos na mira da recomendação especial

Diante do ressurgimento da enfermidade em 2026 atingindo os municípios de São Paulo, São Bernardo do Campo e nossa Guarulhos, o Ministério da Saúde bateu o martelou com uma diretriz drástica. Ficou recomendada a aplicação do imunizante para absolutamente toda a população situada na faixa etária entre 6 meses e 59 anos nas três cidades citadas. O detalhe fundamental é que a medida vale inclusive para quem já completou o ciclo de vacinação no passado.

No caso específico dos bebês com idade entre 6 meses e 11 meses e 29 dias residentes nos três municípios afetados, a instrução é a administração da chamada dose zero. Vale ressaltar que essa aplicação inicial extraordinária não substitui as etapas tradicionais previstas no Calendário Nacional de Vacinação.

Logística de doses e perfil da doença

A Secretaria Estadual da Saúde movimentou uma remessa expressiva na tarde de uma quinta-feira, dia 6, despachando 150 mil novas doses da vacina tríplice viral — responsável pela proteção contra sarampo, caxumba e rubéola — para a capital paulista, além de outras 80 mil unidades destinadas a São Bernardo do Campo. Segundo a própria pasta, a rede de todos os municípios encontra-se devidamente abastecida.

O sarampo é uma infecção de natureza respiratória provocada por vírus e altamente contagiosa. Seus sinais mais clássicos envolvem febre alta, o surgimento de manchas vermelhas pelo corpo (exantemas), quadro de conjuntivite, coriza, mal-estar geral e tosse seca. A propagação ocorre estritamente de pessoa para pessoa através de vias aéreas, seja pelo ato de tossir, espirrar, falar ou respirar.

Como não existe um tratamento específico voltado diretamente ao vírus do sarampo, a conduta médica foca unicamente no abrandamento dos sintomas para amenizar o sofrimento do paciente. As complicações decorrentes podem ser gravíssimas, incluindo pneumonia, infecção no ouvido, encefalite e até o óbito. Indivíduos menores de 5 anos — com destaque especial para os menores de 1 ano — e pessoas imunodeprimidas enfrentam os maiores riscos.

Quem deve tomar a vacina

Para quem está em São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos, a regra determina a dose zero para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias, além da convocação geral para qualquer indivíduo de 6 meses a 59 anos, desconsiderando o histórico de vacinas anteriores a partir de 3 de agosto. Nas demais regiões do Brasil, vale o esquema de rotina.

O protocolo padrão do Ministério da Saúde exige duas doses: a primeira aos 12 meses com a tríplice viral e a segunda aos 15 meses com a tetraviral, que abrange também a varicela. Cidadãos entre 1 e 29 anos precisam somar duas doses da tríplice viral, enquanto adultos na faixa de 30 a 59 anos devem portar ao menos uma comprovação. Profissionais da saúde são obrigados a apresentar duas doses, independentemente da idade.

Considerada segura e altamente eficaz, a vacina possui contraindicação formal para pessoas imunossuprimidas, bebês com menos de 6 meses e gestantes, visto que o imunizante utiliza vírus vivo atenuado e gera riscos durante a gravidez. Quem possui alergia a componentes da fórmula ou histórico de reação adversa deve buscar orientação médica em uma unidade de saúde. O material está disponível sem custos em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) espalhadas pelos 645 municípios do Estado de São Paulo.

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