Seis meses em casa com o bebê podem virar regra para toda mãe brasileira
Movimentação jurídica nacional busca igualar e estender o período de afastamento remunerado pelo INSS para trabalhadoras de todo o país.

Imagine poder cuidar do seu recém-nascido com tranquilidade por meio ano inteiro, sem a preocupação de que o seu emprego ou a sua renda fiquem na corda bamba. Essa segurança tão sonhada por quem constrói família no país está no radar de órgãos federais.
A Advocacia-Geral da União está preparando um parecer de força executória com diretrizes claras para o Instituto Nacional do Seguro Social. A iniciativa ocorre na sequência de uma decisão do Supremo Tribunal Federal que equiparou os direitos de mães biológicas e daquelas que adotam crianças.
Atualmente, o modelo padrão garante o afastamento remunerado por cento e vinte dias. Os sessenta dias adicionais que completam o semestre só viram realidade se a empresa privada ou o órgão público onde a mãe trabalha decidirem aderir ao programa de incentivo fiscal, o que deixa milhares de trabalhadoras de fora dessa conquista todos os anos.
Por que isso importa pra você
Essa mudança tem potencial para mexer diretamente na rotina de quem trabalha com carteira assinada em qualquer canto do Brasil, criando um piso de proteção igualitário que não depende da boa vontade do patrão. Para quem está planejando ter filhos ou acabou de entrar no mercado de trabalho, a padronização traz o fôlego que faltava para equilibrar carreira e maternidade sem medo.
Conta aqui nos comentários: na sua empresa, o afastamento de seis meses já é uma realidade ou a patroa e o patrão dificultam essa pausa tão importante para a família?
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