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POLÍTICA

STF barra queda de cúpula da Polícia Federal

Edson Fachin paralisa decisões de afastamento e reitera prerrogativa do Planalto sobre cargos na corporação.

Redação Cafe com Gaza·
STF barra queda de cúpula da Polícia Federal

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, colocou um ponto final — pelo menos por ora — na dança das cadeiras que ameaçava a cúpula da Polícia Federal. A medida derrubou tanto as ordens de afastamento quanto as tentativas de reintegração envolvendo o diretor-geral da corporação e o diretor de Inteligência, colocando a burocracia estatal de volta aos trilhos.

Governo federal entra em campo

A movimentação jurídica contou com o apoio de peso da Advocacia-Geral da União e do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Para o órgão que defende os interesses da União, a canetada do ministro foi certeira ao recolocar a ordem pública e administrativa em seu devido lugar, lembrando o óbvio que alguns insistiam em ignorar.

Segundo a nota oficial divulgada pela AGU, a decisão do STF tem o mérito de reafirmar a prerrogativa constitucional garantida exclusivamente ao presidente da República para nomear e exonerar os dirigentes máximos da Polícia Federal.

Discurso de estabilidade institucional

A narrativa governamental seguiu a linha de que o STF agiu para blindar a própria credibilidade perante a opinião pública. A avaliação interna é de que a intervenção do Supremo ajuda a devolver a institucionalidade ao tribunal, costurando uma trégua na harmonia entre os Poderes e garantindo o mínimo de paz social no noticiário.

Do lado do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o coro foi o mesmo. A pasta emitiu comunicado público reiterando fé cega nas instituições republicanas e na autonomia operacional da PF, garantindo que os agentes seguirão cumprindo suas missões com rigor técnico e estrito cumprimento da lei, sem distrações com brigas de bastidor.

Tentando acalmar os ânimos nas plataformas digitais, o ministro Wellington Lima gravou um vídeo para assegurar que a rotina da instituição segue inabalada. Ele fez questão de frisar que tanto a gestão interna quanto as operações em curso continuam funcionando em ritmo normal, sem qualquer prejuízo aos trabalhos investigativos em andamento.

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