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CIDADE

Taxas cobidas em fundos ameaçam o futuro de quem guarda pouco

Guardar dinheiro para o futuro é o sonho de muita gente, mas as tarifas cobradas podem morder o que o trabalhador consegue juntar.

Redação Cafe com Gaza·
Taxas cobidas em fundos ameaçam o futuro de quem guarda pouco

Você já parou para pensar quanto vai sobrar do seu esforço lá na frente na hora de parar de trabalhar? Para milhões de brasileiros que vivem na informalidade, guardar uma grana todo mês é um desafio gigantesco, mas o buraco pode ser ainda mais embaixo quando entram em jogo as taxas cobradas pelo mercado financeiro.

Um levantamento recente da Tivio Capital mostra que cerca de 38,5 milhões de trabalhadores brasileiros, como motoristas de aplicativos e entregadores, poderiam participar de planos de micropensões com valores mensais entre R$ 50 e R$ 200. O grande nó da questão é que os custos administrativos pesam demais nesse volume de recursos.

Para ilustrar o impacto, o estudo aponta que 30 anos de depósitos mensais de R$ 50, considerando um retorno real de 4%, juntam cerca de R$ 34,3 mil brutos. Isso viraria algo em torno de R$ 206 mensais por duas décadas, o que representa apenas 13% de um salário mínimo do ano de 2026. Já com aportes de R$ 200 por mês, a renda alcança perto da metade de um salário mínimo.

Para que esses números sejam possíveis na aposentadoria é necessário ter uma taxa de administração baixa nos fundos. Se isso não acontecer, esse sistema não para em pé.

Dados do Relatório Gerencial de Previdência Complementar do Ministério da Previdência Social, referentes ao primeiro trimestre de 2026, revelam diferenças claras entre os setores. No segmento fechado, a taxa média é de 0,28% ao ano, enquanto nos planos abertos ela chega a 1,2% ao ano.

Com relação às taxas de administração, primeiro a conta precisa fechar para o participante e depois fechar para a indústria. É preciso olhar o participante e ver a importância desse recurso na sua vida. O custo precisa ser baixo e a indústria precisa de escala.

Especialistas apontam que os planos fechados conseguem custos menores porque não visam lucro e diluem despesas entre os participantes, embora muitas vezes fiquem restritos a quem tem vínculo formal com empresas. Por outro lado, a previdência aberta vem reduzindo tarifas com a entrada de novas empresas e o ganho de produtividade, embora ainda enfrente o desafio de atrair o público de menor renda sem o atrativo da dedução do Imposto de Renda, benefício que não faz diferença para quem está isento.

Por que isso importa pra você

Para o trabalhador que corre atrás do pão de cada dia na rua, cada centavo conta na hora de construir uma reserva de segurança para o futuro. Entender para onde vai o seu dinheiro ajuda a cobrar melhores condições do mercado e garantir que o seu suor não vire lucro apenas para os grandes administradores.

Deixe sua opinião nos comentários abaixo e conte para a gente: você consegue guardar alguma quantia todo mês para o seu futuro?

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