Adeus a Carlos Adão, o homem que marcou muros do país
Aos 71 anos, figura icônica das intervenções urbanas faleceu neste sábado em Taboão da Serra, deixando legado histórico.
O cenário da cultura urbana perdeu neste sábado (8) um de seus nomes mais emblemáticos. Carlos Adão faleceu aos 71 anos de idade na cidade de Taboão da Serra, localizada na Região Metropolitana de São Paulo. Economista aposentado, ele ganhou notoriedade nacional ao estampar seu próprio nome em paredes, viadutos e rodovias por diversos pontos do Brasil, acumulando registros em páginas das redes sociais.
Uma marca registrada pelo país
Rejeitando os rótulos tradicionais de pichador ou grafiteiro, o artista tratava sua intervenção como um projeto planejado e uma verdadeira identidade visual. A trajetória e o impacto de suas ações pelas ruas foram eternizados no documentário "Os 3 Atos de Carlos Adão", dirigido por Diego Navarro e Francisco Franco.
Não é simplesmente Carlos Adão, é uma marca, uma arte. Foi pensado.
Na obra audiovisual, o próprio personagem revelou que iniciou as intervenções na década de 90 e estimava ter deixado sua assinatura pelo menos cem mil vezes ao longo dos anos em diferentes cantos do território nacional.
Repercussão da perda
O falecimento foi tornado público por meio de uma postagem oficial de Carlinhos do Leme, vereador pelo MDB e presidente da Câmara de Taboão da Serra, município onde Adão era considerado uma figura ilustre.
Mais do que as marcas no muro, Carlos Adão se tornou uma figura única, daquelas que acabam fazendo parte da memória e da identidade de uma cidade
Até o momento do encerramento desta matéria, a causa específica do falecimento ainda aguardava confirmação oficial por parte da Secretaria de Saúde de Taboão da Serra.
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