Artista de Guarulhos estreia espetáculo cênico-musical
Novidade na cena cultural mistura cantos indígenas, reggae e rock em montagem na capital.
O multiartista nascido e criado em Guarulhos, conhecido por sua trajetória na música, nas artes plásticas e no audiovisual, expande sua atuação para os palcos do teatro com a montagem Urutau. A empreitada cênico-musical aposta em uma pesquisa sonora aprofundada, abrigada dentro de uma estrutura de iluminação concebida pela artista visual Wagner Antônio.
Raízes na cidade e guinada para os palcos
Conhecido por suas incursões criativas que vão desde a direção de curtas-metragens exibidos em festivais até a produção de discos recentes, o criador traz na bagagem saberes adquiridos na cidade vizinha, como a prática de costura de tecidos aprendida com familiares em solo guarulhense. Ao desbravar a linguagem teatral, ele aponta os desafios da área.
A dificuldade do teatro é se manter, ainda mais nesse momento de desmonte gigantesco que está acontecendo na política (teatral).
Serviço e sonoridade da obra
A performance conta com um elenco de 15 pessoas no palco e transita por diversas vertentes musicais, integrando cantos indígenas, canções de lavadeira, rap, rock dos anos 1970 e influências da música árabe. O conceito por trás da apresentação gira em torno da figura inspiradora do pássaro amazônico.
Urutau é um pássaro amazônico, conhecido como mãe-da-lua. Ele tem hábitos noturnos e canta como se fossem lamentos. E essa ação performática que a gente vai fazer é um piano que sonha em ser um urutau. A performance faz essa transformação acontecer.
As apresentações ocorrem de 7 a 30 de agosto, sempre às sextas, sábados e domingos. O endereço é o Instituto Capobianco, situado na Rua Álvaro de Carvalho, 97, no centro da capital paulista, integrando o programa de residências artísticas Vértice.
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