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CIDADE

Desemprego cai para 5,3% no trimestre encerrado em julho

IBGE aponta menor índice para o período na série histórica, enquanto número de ocupados bate recorde no país.

Redação Cafe com Gaza·
Desemprego cai para 5,3% no trimestre encerrado em julho

O mercado de trabalho brasileiro apresentou uma retração importante no índice de desocupação. Conforme os números oficiais tornados públicos nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a taxa de desemprego recuou para 5,3% no trimestre encerrado no mês de julho.

Recordes históricos na ocupação

Trata-se do patamar mais baixo já catalogado para esse intervalo específico de três meses desde o início da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, iniciada no ano de 2012. No recorte imediatamente anterior, que fechou em abril, o indicador marcava 5,8%, enquanto no mesmo período do ano passado estava em 5,6%.

O levantamento estatístico mostrou que a quantidade de pessoas exercendo alguma atividade produtiva alcançou a marca de 103,3 milhões, estabelecendo um recorde absoluto para a série histórica. Entre os trabalhadores com vínculo formal registrado em carteira, excluindo os domésticos, o total chegou a 39,4 milhões, configurando também o maior volume já computado.

Avanço da informalidade e queda nos desocupados

Em contrapartida, o mercado sem formalização jurídica continuou avançando. O grupo de trabalhadores sem o registro oficial na carteira somou 13,8 milhões, o que representa uma alta de 3,6% em relação ao trimestre encerrado em abril, significando a adição de 477 mil pessoas nessa condição.

O universo de pessoas efetivamente à procura de colocação profissional, os desocupados, fechou em 5,8 milhões. Esse montante indica uma baixa de 503 mil indivíduos, representando um recuo de 8% na comparação com o trimestre de fevereiro a abril. O índice de informalidade, que engloba trabalhadores sem carteira e autônomos ou empregadores sem CNPJ, fixou-se em 37,5%, superando os 37,2% registrados até o mês de abril.

Rendimento e desalento

A parcela da população considerada desalentada, composta por aqueles que desistiram de buscar uma oportunidade por avaliarem que não teriam sucesso, recuou para 2,3 milhões, o que representa uma queda de 9,7% no trimestre. Já o rendimento médio habitual do trabalhador ficou estabelecido em R$ 3.762, registrando um recuo de 0,7% frente ao período concluído em abril, variação tratada pelo instituto como estabilidade.

A pesquisa do IBGE monitora o comportamento laboral de indivíduos com 14 anos ou mais de idade, abrangendo 211 mil domicílios espalhados por todo o território nacional. A menor taxa de desemprego geral já documentada pela série foi de 5,1%, alcançada no último trimestre de 2025, ao passo que o pico negativo ocorreu durante a crise sanitária, atingindo 14,9% nos períodos encerrados em setembro de 2020 e março de 2021.

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