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CIDADE

Economista rejeita arrocho fiscal e culpa juros por dívida

Ex-chefe da Petrobras critica meta de superávit, aponta o Banco Central como vilão da economia e defende taxação de grandes fortunas.

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Economista rejeita arrocho fiscal e culpa juros por dívida

Um importante nome da economia nacional colocou o dedo na ferida da gestão fiscal do país ao rejeitar medidas de contenção rigorosa de gastos e classificar o equilíbrio das contas públicas como um objetivo que não pode justificar qualquer sacrifício social. Em um manifesto distribuído na noite de sexta-feira, 7 de junho, o documento aponta que a obsessão por metas rígidas acaba sempre penalizando as parcelas mais frágeis da população.

A mira apontada para o Banco Central

O material detalha que o avanço recente do endividamento público tem raízes bem claras e passa longe de ser culpa exclusiva de despesas primárias. A análise aponta que quase a totalidade do crescimento da dívida nos últimos anos decorre da fatura bilionária paga em taxas de juros, sobrando uma parcela mínima relacionada a déficits fiscais.

Nesse cenário, a política monetária contracionista adotada pela autoridade monetária entra como a principal engrenagem que encarece o custo de carregar os débitos do país e estrangula a capacidade estatal de realizar investimentos estratégicos.

A redução do déficit público não pode depender exclusivamente da contenção de despesas e do arrocho fiscal, medidas que historicamente penalizam os mais vulneráveis

Impostos mais justos e corte de regalias

Para colocar as contas em ordem sem sufocar a economia, o texto sugere mexer na arrecadação pelo topo da pirâmide financeira. A proposta é aliviar o consumo e a produção enquanto se aplica uma taxação mais severa sobre os super-ricos.

Além disso, o plano defende uma varredura rigorosa em subsídios e benefícios fiscais que não trazem retorno efetivo para a sociedade, além de apontar o dedo para o volume bilionário de emendas parlamentares.

Conter os reajustes das aposentadorias, dos salários dos funcionários públicos e do salário mínimo é, como diz o povo, 'enxugar gelo' se os juros continuarem altos

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