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CIDADE

Embrapa entrega guia verde para futuros mandatários do país

Documento técnico aponta caminhos baseados em ciência para o setor agropecuário nacional.

Redação Cafe com Gaza·
Embrapa entrega guia verde para futuros mandatários do país

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária formulou um conjunto de diretrizes voltadas à sustentabilidade no campo, endereçado especificamente aos postulantes a cargos nos poderes Executivo e Legislativo que disputam o pleito de outubro. A proposta busca embasar planos de governo com respaldo técnico e científico, impulsionando a evolução do setor produtivo rural brasileiro.

O peso econômico do campo

Colocado como base da economia interna e da garantia de sustento populacional, o agronegócio carrega o fardo e a vantagem de lidar com instabilidades climáticas e a necessidade de modernização constante. A projeção da instituição indica que o Produto Interno Bruto da área chegue a R$ 3,2 trilhões em 2025, respondendo por um quarto de toda a riqueza gerada no território nacional.

Para além das cifras bilionárias, o setor empregou 28,4 milhões de trabalhadores em 2023, ano em que respondeu por vendas externas de US$ 169,2 bilhões, o equivalente a quase metade das exportações totais do país.

Eixos centrais para o futuro

O material batizado de “Agenda estratégica para agricultura do Brasil: contribuições de pesquisa e inovação” elenca seis frentes cruciais. A lista engloba a garantia de alimentos, práticas agrícolas resilientes ao clima, avanço da bioeconomia, transição para energias limpas, inclusão social no campo e a digitalização dos processos produtivos.

A soberania alimentar surge atrelada à menor dependência de produtos vindos do exterior. A falta de aportes financeiros constantes em tecnologia, segundo o órgão, fragiliza a nação perante crises climáticas, sanitárias e internacionais.

Clima e transição energética

Como principal expoente da agricultura tropical, o país tem o caminho aberto para liderar o mercado de baixa emissão de carbono, unindo produtividade e preservação ambiental. Em paralelo, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada aponta que a hesitação em combater as alterações climáticas pode custar R$ 17,1 trilhões à economia até o ano de 2050.

A exploração da bioeconomia, com foco em biocombustíveis, biogás, biometano e bioinsumos, abre portas para mercados internacionais exigentes e diversifica a matriz energética. Já a transformação digital exige conectividade no campo para a inserção de inteligência artificial, automação e agricultura de precisão.

O dever de casa dos poderes

Cabe ao governo federal desenhar planos consistentes de fomento à competitividade e inclusão produtiva, enquanto o Congresso Nacional precisa criar o arcabouço legal e orçamentário para sustentar tais medidas. A relevância do investimento fica evidente no retorno calculado pela instituição: cada real aplicado em suas pesquisas gera R$ 27,12 em benefícios para a sociedade.

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