Exportações brasileiras para a União Europeia sobem 4%
Vice-presidente aponta barreiras protecionistas mascaradas de exigências sanitárias durante evento do setor agropecuário.

Durante a abertura do 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio, realizado pela Associação Brasileira do Agronegócio nesta segunda-feira, dia 10, o vice-presidente da República abordou os desafios enfrentados pelo setor produtivo nacional no comércio exterior, destacando a existência de barreiras comerciais disfarçadas.
Exigências sanitárias e barreiras no mercado internacional
Sem citar nações específicas, o representante do governo federal pontuou que o país esbarra frequentemente em obstáculos justificados por normativas de saúde, mencionando que o território nacional obteve importantes conquistas recentes, como o status de livre de febre aftosa sem vacinação e o controle rápido de ocorrências de influenza aviária.
A questão da vigilância sanitária é fundamental. Depois de 18 anos, foram revitalizados quase mil colaboradores para sermos rigorosos com a vigilância sanitária. O Brasil é hoje um país exportador de carne sem vacinação contra febre aftosa, não precisa mais de vacinação. Influenza aviária também estamos livres, tivemos um caso controlado em 28 dias. E temos que avançar mais, porque há hoje um protecionismo escondido, sobre a questão sanitária
Balanço positivo com o bloco europeu
Apesar dos percalços envolvendo suspensões de compras de carne bovina e de frango iniciadas em 3 de setembro pela União Europeia, motivadas por debates sobre o controle de antimicrobianos, os números recentes mostram fôlego nas vendas externas.
Nos primeiros 60 dias de vigência provisória do entendimento comercial entre o bloco europeu e o Mercosul, as transações comerciais registraram avanço de quase 4%, servindo de suporte para impulsionar novos recordes de exportação brasileira.
Diálogo mantido com os Estados Unidos
As restrições impostas pelo mercado norte-americano, que atualmente prejudicam cerca de 15% das remessas brasileiras e geram impactos na indústria, também foram pauta do discurso oficial, reforçando a disposição do governo em buscar entendimentos diplomáticos.
Todo o empenho pela negociação. Não vamos sair da mesa de negociação. Vamos insistir e mostrar a injustiça
Não tem o menor sentido isso. Vamos trabalhar firmemente para corrigir essa distorção e voltar ao mercado americano. Hoje, afeta 15% das nossas exportações, está muito afetada a indústria.
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