Projeto quer proibir órgão público de exigir presença de pessoa com deficiência
Texto prioriza atendimento remoto quando a locomoção for um obstáculo, com visita em casa como alternativa
PL 1253/26 prioriza atendimento remoto para pessoas com deficiênciaO deputado Helder Salomão (PT-ES) apresentou o PL 1253/26, que muda o Estatuto da Pessoa com Deficiência para proibir que órgãos públicos exijam comparecimento presencial de PcDs quando a locomoção for um obstáculo excessivo — o atendimento remoto passa a ser prioridade.
Pelo texto, o poder público terá que adaptar sites e aplicativos e aceitar assinatura eletrônica para validar documentos. Também fica proibido pedir documento que já esteja em outra base de dados pública, o que deve reduzir a burocracia para quem precisa desses serviços — inclusive em Guarulhos.
Exigir presença física vira exceção: se um órgão insistir, terá que justificar por escrito. Sem estrutura para atendimento remoto, o contato pode ser feito na própria casa da pessoa, ou por procurador legalmente habilitado. A regra vale também para perícias do INSS e atendimentos do SUS e da assistência social. "Eleva a tecnologia ao papel de instrumento de inclusão e autonomia", diz Salomão. O projeto segue em comissões da Câmara antes de precisar de aprovação também no Senado.
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