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CIDADE

STF empurra julgamento da uberização e foca no Marco Civil

Supremo Tribunal Federal adia discussão sobre vínculo trabalhista de motoristas de aplicativos para priorizar regra de dados da internet.

Redação Cafe com Gaza·
STF empurra julgamento da uberização e foca no Marco Civil

O Supremo Tribunal Federal empurrou com a barriga nesta quinta-feira (27) a retomada da discussão sobre a validade das decisões da Justiça do Trabalho que apontam vínculo empregatício entre motoristas de aplicativos e as plataformas digitais. O tema, amplamente conhecido como uberização, segue sem nova data oficial para voltar à pauta do plenário da Corte.

Prioridade para o Marco Civil da Internet

O debate sobre os motoristas de app acabou perdendo o lugar na fila de prioridades porque os ministros bateram o martelo para analisar primeiro uma regra específica do Marco Civil da Internet. A legislação em vigor estabelece que os provedores de conexão só podem repassar dados de tráfego de usuários para investigações criminais ou cíveis se houver ordem judicial prévia.

Disputa judicial e relatorias

A discussão sobre a uberização chegou ao STF por meio de recursos protocolados pelas empresas Rappi e Uber. As companhias contestam veementemente as decisões vindas da Justiça do Trabalho que bateram o martelo reconhecendo a relação de emprego entre as marcas e os motoristas ou entregadores parceiros. Os processos estão sob a relatoria dos ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes.

Durante os debates e a tramitação das ações, a defesa da Rappi argumentou que as sentenças trabalhistas que impuseram o vínculo ignoraram entendimentos anteriores da própria Suprema Corte. Já a Uber defendeu nos autos que atua estritamente no setor de tecnologia, rejeitando o rótulo de empresa de transportes, e pontuou que a imposição de vínculo trabalhista desvirtua totalmente o modelo de negócio das plataformas.

Posicionamento da Procuradoria-Geral da República

Antes mesmo de a sessão que foi adiada começar a valer, a Procuradoria-Geral da República protocolou um parecer oficial no STF. O órgão se posicionou de forma contrária ao reconhecimento de qualquer vínculo empregatício formal entre os motoristas de aplicativos e as empresas que gerenciam os serviços digitais.

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