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CIDADE

USP usa laser para evitar quedas de árvores

Nova tecnologia cria réplica digital em 3D para calcular o corte exato de galhos e proteger cidades de ventos fortes.

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USP usa laser para evitar quedas de árvores

Uma iniciativa inédita desenvolvida por especialistas da Universidade de São Paulo uniu biologia e engenharia para investigar a saúde da arborização urbana e aprimorar os cortes preventivos, com foco em barrar quedas de exemplares botânicos. A metodologia emprega a ferramenta conhecida como LiDAR, um sistema de sensoriamento a laser que gera uma nuvem digital formada por milhões de coordenadas exatas.

Modelagem 3D contra vendavais

Por meio desse molde tridimensional gerado no computador, os pesquisadores aplicaram um algoritmo focado em otimização topológica. A tecnologia simula a força de ventos sobre a planta virtual, apontando os pontos exatos de fragilidade mecânica. Com isso, o sistema consegue indicar quais galhos precisam ser removidos para que a estrutura redistribua as tensões internas e ganhe equilíbrio.

Podas mal calculadas deixam as árvores vulneráveis ao vento que, em altas velocidades, pode causar o arrancamento ou a quebra de troncos e galhos, principalmente em árvores isoladas. O problema é potencializado pelos túneis de vento, os chamados cânions urbanos. Rajadas de vento, chuva e alta temperatura durante a estação chuvosa aumentam o risco de queda, especialmente em árvores mal manejadas ou doentes

Testes na prática

O trabalho inicial mapeou uma tipuana localizada no campus Butantã da USP. O equipamento foi instalado em tripés ao redor da planta para capturar diferentes perspectivas, gerando uma malha com cerca de 30 milhões de pontos. A partir daí, as folhas foram descartadas da imagem digital para isolar o tronco e simular pressões de vento vindas de várias direções.

O objetivo final do grupo é utilizar o conhecimento acumulado para viabilizar um aplicativo voltado a orientar equipes de manejo urbano. A meta é garantir que a retirada de partes da vegetação não ultrapasse o limite de 20% da composição total, preservando a estabilidade e reduzindo os riscos para pedestres e motoristas em grandes centros.

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