Estudantes menores de idade apostam em bets
Levantamento nacional expõe o avanço preocupante dos jogos virtuais entre crianças e adolescentes nas escolas do país.

Um estudo recente divulgado em 9 de agosto de 2023 trouxe à tona uma realidade preocupante sobre o comportamento de crianças e adolescentes nas redes. O levantamento aponta que um quinto dos alunos matriculados nos ensinos fundamental e médio já arriscou dinheiro em plataformas virtuais de azar, um hábito proibido por lei para menores de 18 anos.
O avanço das bets na rotina escolar
A situação atinge níveis ainda mais críticos na reta final da educação básica. Entre os matriculados no terceiro ano do ensino médio, a proporção chega a quase metade dos alunos envolvidos com palpites em dinheiro. Nem mesmo as turmas mais jovens escapam do problema, com quase dez por cento das crianças de até 11 anos admitindo participação, o que afeta diretamente o cotidiano de municípios como Guarulhos.
A coleta de dados, realizada entre os meses de agosto e setembro de 2023, ouviu 1.912 estudantes distribuídos em 191 instituições de ensino, em uma parceria firmada entre a Frente Parlamentar Mista da Educação e o portal Equidade.info. Os números mostram que o público masculino lidera a prática, alcançando 27,8%, enquanto o índice entre as meninas fica em 12,6%.
Inadequação das medidas atuais
A disparidade também aparece conforme o avanço escolar. No ensino médio, 41,7% dos rapazes já apostaram, mais do que o dobro registrado no fundamental II, que marca 19%. Para especialistas que acompanham o tema, as tentativas de conter o avanço por meio de orientações convencionais falham. O coordenador do estudo aponta que focar apenas na escolha pessoal é inútil.
Lembretes de perdas oferecidos por plataformas não são intervenções eficazes, atestam estudos.
A pesquisa indica que o letramento financeiro não funciona como barreira protetiva. Pelo contrário, alunos que demonstram maior compreensão sobre finanças acabam apostando com mais frequência e apresentam menor autocontrole. Ao todo, o prejuízo acumulado entre o grupo investigado ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão, evidenciando a urgência de medidas mais duras por parte do poder público.
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